Motim no presídio de Campinas deixa cinco pessoas feridas

Campinas – Cinco presos foram feridos a tiros, um deles gravemente, e cinco agentes penitenciários foram agredidos durante motim no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Campinas, uma das seis unidades do Complexo Penitenciário Campinas-Hortolândia. Por quase sete horas, os detentos fizeram 22 reféns – 17 agentes, duas auxiliares de enfermagem e três advogados que estavam na unidade. Os amotinados libertaram os reféns e encerraram o motim por volta das 17h15.

A confusão teve início depois de uma fuga frustrada. A Secretaria Estadual de Administração Penitenciária informou que não houve participação de pessoas de fora do complexo nem tentativa de resgate. Um grupo de presos armados com duas pistolas semi-automáticas tentou fugir no setor de inclusão do CDP por volta das 10h30. Segundo a Secretaria, o setor de inclusão é o local onde os detentos dão entrada na penitenciária e os fugitivos estavam na área porque teriam pedido atendimento.

Como perceberam que não conseguiriam fugir, fizeram os reféns e agrediram cinco agentes, feridos sem gravidade e encaminhados para exames no Instituto Médico Legal (IML) de Americana. No início do motim, cinco presos foram baleados por agentes de escolta e vigilância. Três sofreram ferimentos leves, de raspão, e dois foram levados ao Hospital Municipal Mário Gatti, onde permanecem internados. Um deles, em estado grave, teve de ser submetido a uma cirurgia no abdome.

A Secretaria não divulgou o nome dos feridos e alegou que ainda não havia identificado, até o início da noite, os presos armados que iniciaram o motim. O coordenador de unidades prisionais da Região Central, Hugo Berni Neto, liderou as negociações e conseguiu que os detentos encerrassem a manifestação pouco depois das 17 horas.

De acordo com a Secretaria, 16 presos foram transferidos e as duas pistolas semi-automáticas municiadas, uma ponto 40 e uma 380, apreendidas. A Secretaria informou que a transferência foi negociada pela coordenadoria com os amotinados, mas não informou detalhes. A direção do CDP irá abrir uma sindicância para apurar como as armas entraram no presídio. O CDP tem capacidade para 768 presos e abriga 1.419.

A Secretaria negou relação entre a tentativa de fuga e ações do Primeiro Comando da Capital (PCC), ao qual são atribuídos ataques a bases policiais da grande São Paulo em retaliação a uma tentativa frustrada de resgate de líderes da facção do presídio de Presidente Bernardes.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região!
Seguir no Google
Voltar ao topo
O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Ao comentar na Tribuna você aceita automaticamente as Política de Privacidade e Termos de Uso da Tribuna e da Plataforma Facebook. Os usuários também podem denunciar comentários que desrespeitem os termos de uso usando as ferramentas da plataforma Facebook.