O governador Roberto Requião visitou, na manhã desta terça-feira (11), a Hydro-Quebec, empresa 100% pública de energia elétrica da Província de Quebec. Requião foi recebido pelo presidente da empresa, André Caille, e conversou sobre parcerias entre a empresa e a Copel, como a construção de uma nova usina hidrelétrica no rio Iguaçu. A exemplo da companhia paranaense, a Hydro-Quebec utiliza hidrelétricas. “São duas estatais com larga experiência cuja parceira pode representar bons frutos”, disse Requião.

Da própria empresa, Requião telefonou para o presidente da Copel, Paulo Pimentel, combinando o envio de uma delegação da empresa ao Canadá para conhecer a Hydro-Quebec. Além disso, o governador convidou os canadenses para uma visita técnica e comercial ao Paraná para avaliar a possibilidade de fechar outras parcerias nas áreas de hidrelétricas e expansão da transmissão entre as duas empresas.

Horas depois, André Caille telefonou ao governador para informá-lo que já montou uma missão precursora, que estará no Paraná em duas semanas. Embora estatal, a Hydro-Quebec admite parcerias com a iniciativa privada, porém, mantém o controle administrativo. “Recebo com muito entusiasmo os acordos de cooperação e parceria com a Copel. Esse interesse também se dá porque o Brasil é hoje um dos países que o Canadá tem maior interesse em estabelecer negócios”, afirmou Caille.

Tecnologia

O governador também demonstrou ao presidente da estatal canadense a posição da Copel no mercado internacional. Recentemente, a empresa foi apontada como a terceira melhor empresa de energia elétrica do mundo. Os canadenses ficaram especialmente interessados na tecnologia da companhia paranaense, que suporta toda a sua produção em hidrelétricas. “Detemos talvez a melhor tecnologia em hidrelétricas do mundo”, ressaltou Requião.

Durante a visita a Hydro-Quebec, Requião também historiou todas as irregularidades encontradas na Copel quando assumiu o governo e que resultaram em vários contratos cancelados. O governador fez ainda uma explanação sobre o contrato de compra de energia com a El Paso e a equivocada construção da usina termelétrica UEG Araucária.