“Se o Brasil quer continuar exportando soja em grão para a China, a fiscalização nos portos deve ser mais intensa e rigorosa”. O recado foi dado pelo ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, e fortaleceu Porto de Paranaguá, o único do país de mantém uma ampla fiscalização em defesa da soja pura.

O monitoramento intenso, de acordo com Rodrigues, é a única forma de cumprir a exigência da China, de compra de lotes de soja “com nível zero de mistura com sementes”. O ministro integra a missão oficial que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz na China.

O Porto de Paranaguá atracou nesta semana dois navios ? um da China e outro da Índia ? para receber 120 mil toneladas de soja pura. As embarcações tinham como destino o Porto de Rio Grande (RS), mas tiveram a rota desviada para o Paraná depois que a China alertou que não receberia mais soja com mistura.

O mercado chinês é um dos principais para a soja brasileira, com demanda entre 6 e 7 milhões de toneladas por ano, estimam exportadores. “Os chineses não aceitam a regra internacional, que admite certa tolerância na mistura com sementes, e querem lotes limpos, ou seja, sem nenhum porcentual de sementes”, relatou o assessor de assuntos internacionais do Departamento de Defesa e Inspeção Vegetal do ministério, Gilson Westin Cosenza.