O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, disse hoje que recursos do Ministério da Saúde poderão ser usados para combater a febre aftosa até sua total erradicação. Rodrigues fez a sugestão durante

encontro em que discutiu o problema da aftosa com os governadores do Ceará, Lúcio Alcântara; da Bahia, Paulo Souto; do Maranhão, José Reinaldo Tavares; e da Paraíba, Cássio Cunha Lima, além dos secretários de Agricultura dos demais estados nordestinos.

Roberto Rodrigues disse que a erradicação da febre aftosa é um questão crucial porque este ainda é um problema para as exportações de carne do Brasil. Por isso, afirmou, "os governos estaduais se somam ao governo federal, ao Ministério da Agricultura, na disputa por mais recursos orçamentários".

Segundo o ministro, poderiam, inclusive, ser usados eventualmente "recursos compulsórios do Ministério da Saúde, porque a Divisão Sanitária Animal também tem a ver com saúde pública e, com isso, melhorar as estruturas orçamentárias de cada estado e do país, como um todo".

Ele ressaltou que, como todo o governo federal, a Defesa Sanitária sofreu contigenciamento de 80% do seu orçamento e que os 20% que sobram dão em torno de R$ 35 milhões, o que "é uma insignificância da demanda nacional". Rodrigues informou que está solicitando do governo o resgate do total que o setor tinha originalmente, R$ 167 milhões".

O ministro lembrou que a aftosa é um risco para as exportações de carne brasileira que, no ano passado, somaram US$ 6 bilhões entre carnes bovina, suína e de aves. "Uma eventual desclassificação do Brasil como exportador de carne dá um prejuízo dessa ordem. Mas o que significa em termos de emprego, o que significa de perda de renda, de estrutura montada no país é uma coisa absolutamente inaceitável", acrescentou Rodrigues.