O ministro responsabilizou os prefeitos pelas fraudes. “Infelizmente, existem prefeitos que não são éticos. As falhas estão na origem. Muitos fazem o cadastro confundindo com campanha eleitoral. As prefeituras são autônomas, mas devem ter responsabilidade”, reagiu. Segundo Partrus Ananias, os cadastros são sérios e o dinheiro público deve ir para os necessitados. “Mas tudo é um aprendizado. O Bolsa Família tem um ano e estamos avançando. Não tínhamos cadastro único e juntamos os dados de todos os outros programas que existiam. E muitos cadastros estavam defasados”, justificou.
Nas cidades onde foram descobertas as fraudes, o ministro assegurou que foram enviados fiscais para resolver o problema. Será firmada parceria com o Ministério Público da União e dos Estados. “Eles serão nossos parceiros e ajudarão na hora de ajuizar ações contra quem não estiver cumprindo a lei e as regras do programa”, disse.
Além disso, o ministro disse que a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é a de receber críticas e reparar os erros. “Não vamos recuar do Bolsa Família. Vamos acolher as críticas, reparar erros e punir. Mas recuar seria um ataque contra os carentes, que são os que mais precisam”.
De acordo com o ministro do Desenvolvimento Social, a maioria da população brasileira é ética e interromper o programa seria prejudicial a estas pessoas. “Os programas de políticas emergenciais estão cada vez mais integrados com a política de geração de emprego e renda do Governo Federal”, garante Ananias.
Até agora, o MDS assinou o termo de cooperação com 11 capitais brasileiras, entre elas Aracaju, Recife, Rio Branco e São Paulo, e 12 Estados, como Ceará, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O ministério privilegia capitais e Estados que já têm programas de transferência de renda próprios. Em Aracaju, o Bolsa Família atende a 14.835 famílias, com gastos mensais de R$ 836 mil. Já o Bolsa Escola municipal atende a 430 famílias, o Criança Cidadã a 500 e o Cartão Alimentação, 570. No Estado, são 86.363 famílias beneficiadas com o programa, num total de mais de R$ 346 milhões. Até que todas as famílias sergipanas sejam incluídas no Bolsa Família, continuarão recebendo os demais benefícios.
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