Brasília ? O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Jorge Félix, presta neste momento esclarecimentos na Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso Nacional. Ele fala sobre o suposto pedido do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci à Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para que investigasse o caseiro Francenildo Santos Costa.

Em nota divulgada hoje (5), Félix afirmou que se pronunciará sobre o caso apenas no âmbito dessa comissão, que ouve o ministro a portas fechadas. Essa comissão é o espaço legal onde se tratam assuntos ligados a atividades de inteligência.

Ontem (4), entretanto, o senador José Jorge (PFL-PE) apresentou à Mesa Diretora do Senado um requerimento que pede a convocação do ministro do GSI e do diretor-geral da Abin para explicar o suposto pedido de Palocci. O requerimento ainda precisa ser aprovado pela maioria dos parlamentares do Senado.

O jornal O Estado de S. Paulo, na matéria "Palocci pediu que arapongas espionassem caseiro", afirmou que o ex-ministro da Fazenda teria pedido a Jorge Félix que colocasse a área de inteligência do governo para descobrir quem estaria querendo "prejudicá-lo", supostamente incentivando o caseiro a fazer as denúncias. Em nota, a Abin afirmou que não realiza investigações de cunho pessoal e que, em razão dos seus dispositivos legais, tem suas atividades voltadas "exclusivamente" para a produção de conhecimentos relativos à segurança da sociedade e do Estado brasileiro.

A Polícia Federal (PF) investiga a quebra de sigilo bancário do caseiro. Antonio Palocci e o ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, pediram demissão na última segunda-feira (27). O nome deles constava da investigação da PF sobre a quebra ilegal do sigilo bancário de Costa. Mattoso disse em seu depoimento à PF que entregara o extrato ao então ministro da Fazenda. No mesmo dia do depoimento, Mattoso foi indiciado pelo crime de quebra do sigilo funcional.