O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Sepúlveda Pertence disse ontem desconhecer o advogado Luís Roberto Pardo, apontado pela PF como principal lobista do suposto esquema de vendas de sentenças em São Paulo, e do juiz federal Manoel Álvares, um dos seis magistrados investigados pela Operação Têmis. ?Os dois nomes não me dizem nada?, afirmou. ?Como o fato mencionado ocorreu há muito tempo, não posso dizer com certeza se estive ou não com essas pessoas.? O ministro diz que, durante o processo de seleção dos candidatos a promoção na carreira, audiências desse tipo são muito comuns. ?Os juízes simplesmente se apresentam e pedem para deixar um curriculum?, explicou.

O senador Delcídio Amaral (PT-MS), outro citado pelo juiz Álvares, também afirma não se recordar do encontro. ?Tenho uma ótima memória e não me lembro de nenhum desses dois nomes?, disse o senador, referindo-se a Pardo e ao magistrado. Assim como o ministro Pertence, Amaral ressaltou que é freqüentemente procurado por juízes federais que integram listas de promoção. ?Eles vêm ao gabinete, se apresentam. Às vezes são trazidos por assessores. Só este mês, assinei para uns três ou quatro juízes – um do Espírito Santo e outro lá de Brasília?, diz o senador. Delcídio se comprometeu a averiguar nesta segunda-feira (23) se, do livro de vista de seu gabinete, consta a passagem do magistrado e do lobista. ?Se eles estiveram lá, estará anotado o dia, a hora e o motivo.?

A Assessoria de Imprensa do Superior Tribunal de Justiça (STJ) informou que não conseguiu localizar o ministro Nilson Naves. O criminalista e ex-ministro da Justiça Miguel Reali Júnior também foi procurado. Até as 20h30, sua assessoria não tinha dado retorno.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo