Ministro diz que não cederá a pressões de servidores do INSS por aumento

O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão Paulo Bernardo, disse hoje em
Curitiba que o governo não cederá às pressões dos servidores do Instituto
Nacional do Seguro Social (INSS), em greve há 43 dias. Ele disse que será
mantida a proposta feita na última reunião e rejeitada pelos sindicatos, de
reajustes que variam de 9% a 16%, gratificação vinculada ao desempenho do
servidor e produtividade.

Como não houve acordo até agora, o ministro
acredita que o assunto deverá ser tratado com o próximo ministro da Previdência,
até porque, segundo Paulo Bernardo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem a
intenção de fazer a reestruturação na Previdência Social e é justo que o próximo
ministro participe de todas as negociações.

Paulo Bernardo lembrou que os
servidores do INSS tiveram, além do reajuste normal, concedido a outras
categorias, 47,11% referentes a reposição de perdas salariais dos últimos 15
anos, que estão sendo pagos em quatro parcelas. Uma já foi paga em junho e a
outra será acertada no mês de dezembro. "Se somarmos tudo, o que já foi
negociado mais essa proposta de 9% a 16%, um técnico administrativo, por
exemplo, deverá, até janeiro do ano que vem, receber reajuste global de 75% em
seu salário, em relação ao ano de 2002", observou.

Para o ministro, a
greve, além de prejudicar o segurado, que passa muitas vezes a madrugada no frio
e na chuva para conseguir atendimento, prejudica os próprios servidores, que
precisam entender "que também o governo tem limites no atendimento às
reivindicações que lhe são feitas".

O ministro do Planejamento participou
da cerimônia de assinatura de convênios oficializando o arrendamento de armazéns
do extinto Instituto Brasileiro do Café (IBC) às cooperativas paranaenses. O
governo está cedendo, sob regime de arrendamento, sete unidades armazenadoras
com capacidade total de 165 mil toneladas.

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