O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou que não existe uma lista de políticos que teriam recebido propina da construtora Gautama, considerada organizadora da chamada máfia das fraudes em obras públicas. "Não há nenhuma lista. Existe uma relação de centenas de pessoas que receberam mimos e brindes, como ocorre com qualquer outra empresa", afirmou o ministro. Ele se referia à relação de nomes de políticos apreendida pela Polícia Federal com o dono da Gautama, Zuleido Veras. Nessa relação constam, ao lado de alguns dos nomes, valores que lhes teriam sido pagos, supostamente como propina por participação no esquema.

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Tarso Genro disse que as anotações não significam que essas pessoas, necessariamente, tenham trabalhado para o esquema. "Isso ainda está sendo investigado", disse o ministro da Justiça que participa, em um hotel de Brasília, de um seminário com prefeitos sobre federalismo. Genro afirmou que o inquérito sobre a máfia das obras públicas, "é altamente qualificado e vai surtir um efeito altamente benéfico para o País.

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