O ministro da Justiça brasileiro, Paulo de Tarso Ribeiro, afirmou hoje, que não há nenhuma informação concreta sobre a existência de células terroristas na tríplice fronteira entre o Brasil, Argentina e Paraguai, conforme afirmou a rede internacional de notícias norte-americana, CNN. Segundo Paulo de Tarso, mesmo assim a área de inteligência da Polícia Federal está fazendo levantamento sobre o assunto. O ministro classificou a informação como uma forma de ?demonização? da região.

?Pode estar havendo um certo exagero. Não há registro de células terroristas em nenhum dos países e o que está acontecendo é uma demonização desta fronteira, o que não é correto?, afirmou Paulo de Tarso.

Hoje, durante a reunião de ministros de Justiça e Interior do Mercosul, os quatro países do bloco, Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, mais o Chile e a Bolívia ratificaram um acordo de cooperação para o combate ao terrorismo.

?Temos que trabalhar na prevenção. Não temos indícios, nenhuma informação concreta?, ressaltou o ministro da Justiça e dos Direitos Humanos da Argentina, Juan José Alvarez.

A informação transmitida pela CNN foi um dos principais assuntos discutidos na manhã de hoje durante o encontro entre os ministros, que foi fechado. No final, os governos do Mercosul decidiram reafirmar que trabalharão em conjunto para evitar a instalação do terrorismo na região. A notícia da rede internacional associava a tríplice fronteira ao grupo libanês pró-iraniano Hezbollah.

?Não registramos nenhuma atividade deste tipo?, afirmou o vice-ministro da Justiça do Paraguai, Júlio Duarte Van Humbeck. ?O governo paraguaio, desde o atentado de 11 de setembro do ano passado, está mantendo contatos freqüentes com os demais governos, mas não tivemos nenhuma anormalidade?, acrescentou Van Humbeck.

Aviões

Os países do Mercosul decidiram, ainda firmar um acordo para controle de aeronaves na região, depois que o Ministério da Justiça do Brasil fez um levantamento constatando que, das 15 mil aeronaves de pequeno porte que atuam no País, pelo menos 5 mil estão em situação irregular. ?O acordo vai possibilitar um controle maior sobre os aviões que entram e saem não só do nosso País, mas também dos demais?, afirmou Paulo de Tarso.