A ministra do Meio Ambiente Marina Silva abriu, nesta quarta-feira (26), em Brasília, o seminário Reservas Extrativistas (Resex) – Balanço e Perspectivas, promovido pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O encontro será realizado até o dia 28, no hotel Naoum Plaza, e tem como objetivos a divulgação dos resultados do projeto para as Resex e populações beneficiadas, além da divulgação dos avanços e conquistas das políticas públicas e da gestão ambiental. Também serão discutidas as perspectivas e propostas para o futuro do projeto das Resex.

Marina Silva destacou que o governo federal investe, por ano, cerca de R$ 70 milhões em projetos nas reservas extrativistas. Para ela, a criação das Resex é um marco na melhoria de vida das comunidades tradicionais como a das quebradeiras de coco e de babaçu no Maranhão e dos coletores de açaí e palmito na Ilha de Marajó. ?O aprendizado das populações tradicionais para o Brasil é muito grande, a contribuição foi muito grande. Eu nasci e me criei nesses seringais, sei como era e sei como está agora. Ainda com muitos problemas, mas bem diferente do que era antigamente?, avalia.

A ministra lembrou ainda a importância das Resex para a manutenção e preservação da biodiversidade nessas regiões. ?É importante que as políticas públicas sejam um marco de cidadania, de autonomia dessas populações. Autonomia como tem o funcionário público, como tem qualquer cidadão brasileiro de ter direito à saúde, educação e moradia?, afirmou Marina.

O Projeto Resex teve início em 1996 para testar um modelo de gerenciamento econômico, social e ambiental. Ele foi implementado nas Resex Chico Mendes e Alto Juruá, no Acre, Rio Ouro Preto, em Rondônia, e Rio Cajari, no Amapá. Com o êxito alcançado na melhoria da qualidade de vida das comunidades tradicionais, o projeto foi expandido para as demais reservas.

Atualmente, existem 48 Resex no Brasil, além de uma Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS). Segundo o Ibama, cerca de 45 mil famílias vivem nas 49 reservas. Ao todo, essas duas categorias de Unidades de Conservação (UCs) ocupam 10 milhões de hectares o que equivale a, aproximadamente, 1,5% do território nacional, ou cinco vezes o tamanho do estado de Sergipe. De acordo com o diretor de Desenvolvimento Socioambiental do Ibama, Paulo Oliveira, noventa e seis pedidos de criação de novas Reservas Extrativistas (Resexs) estão em análise pelo órgão ambiental.