Ministério Público investiga contas de Suzane e Manfred na Suíça

Depois de ser condenada pelo assassinato dos pais, Manfred e Marísia, Suzane von Richthofen começa a ser investigada pelo Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público Estadual (MPE). O objetivo é apurar se ela e o pai são os titulares de duas contas correntes no Discount Bank and Trust Company (DBTC), hoje Union Bancaire Privée, em Lugano, Suíça, para onde pode ter sido remetido dinheiro supostamente desviado de obras do Trecho Oeste do Rodoanel Mário Covas. Não se sabe se as contas número 15.616 e 15.6161, abertas em 1998 no DBTC, pertencem respectivamente a Manfred e a Suzane.

No dia 27, o promotor do MPE Eduardo Rheingantz deverá ouvir o advogado Denivaldo Barni Júnior, procurador da Companhia de Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), responsável pelo Rodoanel. Amigo de Manfred e seu colega na Dersa, Barni não foi encontrado ontem para comentar o assunto.

As contas já haviam sido descobertas pela CPI do Banestado em 2003, mas a titularidade ainda não foi comprovada. O MPE do Paraná possui registro de ordem de pagamento de março de 1999 de conta no JP Morgan Chase, de Nova York, a 310035, chamada Tucano de onde saíram duas remessas de US$ 500 mil para o DBTC.

O MPF tem duas frentes de investigação para apurar responsabilidades e desvio de recursos nas obras de construção do Trecho Oeste, além de evasão de divisas. A ação na área civil já em adiantada fase de apuração, aponta desvios de recursos, com base em relatórios do Tribunal de Contas da União (TCU), e deve gerar uma ação civil pública de improbidade administrativa contra as empresas executoras da obra e provavelmente contra os diretores executivos da Dersa, órgão ligado à Secretaria Estadual de Transportes. Já a área ligada à lavagem de dinheiro e crime contra o sistema financeiro do MPF tem ação que apura envio de dinheiro desviado do pagamento da estrada para contas em bancos no exterior.

Procedimento idêntico foi aberto pela Promotoria de Justiça e Cidadania do MPE, que investiga suspeitas de enriquecimento ilícito e improbidade administrativa de Manfred, ex-diretor de Engenharia da Dersa. Ele a mulher Marísia foram assassinados em 30 de outubro de 2002 pelos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, a mando da filha, Suzane.

A Promotoria paulista quer saber se Barni tem alguma informação sobre as contas na Suíça. O processo no MPE foi reaberto no dia 21 de julho, a pedido da promotora Ana Maria Aiello. Há dados sobre movimentação financeira da empresa M.A.V.R. Consultoria e Engenharia, registrada em nome de Manfred. A ação havia sido arquivada pelo próprio MPE no final de 2004.

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