Ministério Público afirma que fotos do dinheiro do dossiê eram sigilosas

Brasília e São Paulo – O Ministério Público do Mato Grosso informa que todo e qualquer material relacionado a um processo judicial sigiloso está, automaticamente, sob sigilo também. É no Mato Grosso que está correndo a investigação sobre a negociação do dossiê contra políticos tucanos e de outros partidos.

A Agência Brasil procurou o MP para confirmar a alegação do delegado da Polícia Federal Edmilson Bruno, que divulgou as fotos do dinheiro que seria usado para comprar o dossiê, tiradas durante perícia, na última quinta-feira (28). Ele disse que o ?vazamento? não foi crime porque as imagens não estariam sob sigilo.

A Superintendência da Polícia Federal disse hoje (2) que abriu inquérito policial para apurar a quebra de sigilo funcional do delegado Edmilson Bruno. O prazo para conclusão é de 30 dias, mas pode ser prorrogado. O delegado que vai comandar a investigação ainda não foi definido.

Também está sendo formada, segundo a PF, uma comissão de procedimento disciplinar administrativo pela corregedoria, que dura 60 dias, prorrogáveis por mais 60. Se for julgado culpado, o delegado pode ser advertido, suspenso ou demitido.

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