O secretário nacional de Ciências e Tecnologia, do Ministério da Saúde, Moisés Goldbaun, anunciou em comunicado enviado ao Governo do Paraná que o Ministério assumiu o compromisso de adquirir toda a linha de remédio de alta complexidade a ser produzida pelo Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná), em sua unidade de medicamentos, na Cidade Industrial de Curitiba, a partir de 2008.

continua após a publicidade

A informação é de Luiz Fernando Ribas, diretor-médico da Secretaria da Saúde, que em 2004, ao lado do secretário Cláudio Xavier, fez parte da missão paranaense que visitou o Canadá onde foram feitos os primeiros contatos com representantes do Instituto Tecnológico do Canadá e da empresa Prometic Life Scienc, para a transferência de royalties sobre a chamada ?tecnologia upstream?, que permite a produção de medicamentos de alta complexidade.

Segundo ele, a transferência desta tecnologia vai permitir, a princípio, a produção de medicamentos para doenças de alta gravidade, como câncer e mal de gauche (enfermidade degenerativa), mas a planta de produção vai poder avançar em outras direções, produzindo remédios ainda mais complexos. ?O Paraná será um dos poucos pontos do mundo a produzir medicamentos de alta complexidade?, ressaltou Ribas.

A nova unidade de produção permitirá ao Tecpar a utilização de tecnologia mais sofisticada na produção de medicamentos, com preço de até 50% mais barato que o praticado no mercado atualmente. O Ministério da Saúde gasta de R$ 180 a R$ 190 milhões por ano com esses medicamentos. ?Haverá uma economia de mais de R$ 90 milhões por ano?, acrescentou Luiz Fernando Ribas.

Entretanto, o mais importante é que a nova planta de produção de medicamentos do Tecpar vai ampliar a porta de entrada desses medicamentos para a população brasileira. ?Hoje, os medicamentos de alta complexidade só estão disponíveis à população através do SUS (Sistema Único de Saúde). Mas a partir de 2008 poderão ser encontrados em outros locais, por um preço mais acessível daquele que é cobrado pelos laboratórios internacionais?.

Luiz Fernando Ribas disse que os avanços obtidos na área da saúde fazem parte da política do governador Roberto Requião, que tem investido alto ? R$ 30 milhões ? para que o Estado produza fármacos de alta complexidade, tornando o Brasil, num futuro próximo, livre da ganância das multinacionais do setor. ?A medida é estratégica para o país, que hoje sofre com os altos preços dos medicamentos importados. Isto é ter visão do futuro?, completou.

continua após a publicidade