O Ministério da Saúde espera atingir em cinco anos o índice de menos de um caso de hanseníase por dez mil habitantes. Essa meta precisa reverter a situação atual do país. No ano passado, o sistema de sáude identificou 38.410 mil casos. Atualmente, o Brasil tem média de 1,48 casos por dez mil habitantes. O planejamento está baseado nas recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, apresentou hoje (8), em Brasília, o Plano de Eliminação da Hanseníase até 2010 que traça as metas para que o país consiga chegar a esse número. Na ocasião, entidades que ajudam a combater a doença e pessoas engajadas na luta contra a hanseníase receberam homenagens do Ministério da Saúde.

"Estamos lançando o plano 2006/2010 porque nós queremos chegar até 2010 com cada estado brasileiro e cada município do país com a taxa de prevalência da doença em menos de 1 caso por 10 mil habitantes", acrescentou Jarbas Barbosa. As regiões Nordeste e Centro-oeste são as que apresentam os piores índices em relação à hanseníase. Na avaliação do secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde isso ocorre por dificuldade de acesso aos postos de atendimento e falta de informação.

"A hanseníase é uma doença muito ligada à dificuldade de acesso aos serviços de saúde. Então, naquelas regiões do Brasil onde as pessoas têm mais dificuldade de chegarem até uma unidade para fazer o diagnóstico e o tratamento os índices são piores", explicou Barbosa. Isso, segundo ele, ocorre também nas periferias das grandes cidades da região sudeste.

A doença é infecciosa e contagiosa, causada por bacilos. Não é hereditária e a evolução depende de características do sistema imunológico da pessoa infectada. Os principas sintomas são: dormência nas extremidades das mãos e pés, manchas brancas e avermelhadas em qualquer parte do corpo, geralmente com perda de sensibilidade ao calor, frio, dor e tato, e diminuição da força muscular.