Militares do Exército estão a caminho da região de conflitos no Pará

Cerca de 2 mil militares estão a caminho da região de conflitos no estado do Pará, onde dois líderes populares ligados a questões de posse de terras foram mortos em menos de quatro dias. O grupo faz parte do Comando Militar da Amazônia, nas unidades do Exército em Belém, Manaus e Marabá, e está se deslocando para as cidades de Anapu, Paraopebas e Altamira.

Além desse militares, também estão de sobreaviso os pára-quedistas do Rio de Janeiro e a Brigada de Infantaria do Recife. A decisão de enviar as tropas para o Pará foi tomada na noite desta terça-feira pelo presidente em exercício, José Alencar.

Os militares devem executar no estado o que o Exército chama de ações de pacificação. Eles vão intensificar medidas que garantem a aplicação da Lei e da Ordem, fazer patrulhamento e dar apoio aos órgãos de segurança da região, além de desenvolver ações de inteligência nos conflitos no estado.

As operações desenvolvidas pelas Forças Armadas nessas situações estão amparadas pela Lei Complementar 117, aprovada no ano passado. As tropas estão habilitadas para atuar em caráter excepcional, executando manobras que garantam a lei e a ordem, devidamente amparadas pelo poder de polícia.

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