Em reunião de três horas de duração, os sete integrantes da Mesa Diretora da Câmara decidiram elaborar projeto de reajuste dos salários dos parlamentares – dos atuais R$ 12,8 mil para R$ 16 25 mil, o que corresponde à reposição da inflação dos últimos quatro anos.
Também ficou acertado, na reunião, que o presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), vai conversar com o presidente do Senado, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), para tratar do reajuste dos vencimentos dos parlamentares e também do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dos ministros de Estado. "Achamos mais do que razoável o presidente Lula ganhar igual a deputados e senadores", disse Chinaglia, informando que vai contactar também o Executivo sobre a proposta de aumento. O presidente Lula terá um aumento de 82,8% em seu salário, que é de R$ 8.885,48 e passaria para R$ 16.250,42, que é o valor proposta para os salários dos parlamentares.
Há cerca de 20 dias, a Comissão de Finanças e Tributação, na Câmara, aprovou uma proposta de reajuste para os salários do presidente Lula e dos ministros que previa apenas a reposição da inflação, o que os elevaria para R$ 11.239,00.
Por seis a um, os integrantes da Mesa decidiram que não haverá reajuste da verba de gabinete dos deputados. O deputado Ciro Nogueira (PP-PI), segundo-secretário da Mesa, havia proposto, há cerca de 15 dias, que a verba de gabinete dos deputados, hoje em R$ 50,8 mil mensais, fosse reajustada para R$ 65,1 mil mensais.
"O assunto foi encerrado, o aumento da verba foi derrotado", relatou Ciro Nogueira, único a votar a favor desse reajuste. Chinaglia disse, após a reunião, que "não haverá alteração em nenhuma das verbas, nem na de gabinete nem na indenizatória", disse após a reunião.


