Mercado prevê inflação mais perto da meta e manutenção de juros atuais

O mercado financeiro reduziu mais uma vez as projeções da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2005. Mesmo assim os analistas econômicos continuam apostando na manutenção da taxa Selic em 19 75% na reunião da próxima semana do Comitê de Política Monetária (Copom). É o que mostra a pesquisa Focus, realizada pelo Banco Central, com mais de uma centena de instituições financeiras.

No resultado divulgado, neste domingo, as estimativas para o IPCA deste ano caíram de 5,54% para 5,50%. A queda – a décima segunda consecutiva – foi maior do que na pesquisa anterior, quando as projeções recuaram de 5,55% para 5,54%.

A nova estimativa já se aproxima da meta de 5,1% fixada pelo Banco Central para 2005. No momento de maior pessimismo dos analistas com a inflação, em maio passado, as projeções chegaram a 6,39% para o IPCA deste ano. A pesquisa também indicou uma queda significativa nas projeções do IPCA acumulado nos próximos dois anos, que caíram de 4,90% para 4,80%. Apesar desse recuo, eles mantiveram a projeção de 5% para o IPCA em 2006.

As projeções para o IPCA caíram junto com as estimativas de reajuste dos preços administrados para esse ano, que passaram de 7% para 6,91%.

Há um mês o mercado projetava um reajuste de 7,20% dos preços administrados, que são os principais responsáveis pelo aumento da inflação. O mercado também elevou de 4,40% para 4,48% as expectativa de crescimento da produção industrial em 2005, embora tenha mantido em 3% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano.

Na pesquisa divulgada ontem, com base em dados coletados na semana passada, o mercado aumentou o otimismo com o saldo da balança comercial esse ano. Depois da divulgação dos resultados recordes do comércio exterior em julho, os analistas subiram de US$ 37 bilhões para US$ 38 bilhões as estimativas de superávit comercial para 2005.

Há quatro semanas, as estimativas estavam em US$ 35,95 bilhões. Em 2006, os analistas esperam um saldo comercial de US$ 31,43 bilhões, valor acima da estimativa anterior, de US$ 30,75 bilhões.

Com a expectativa de um superávit mais robusto, o mercado também elevou as projeções de saldo da conta corrente no balanço de pagamentos do Brasil com o exterior. Para 2005 as projeções saltaram de US$ 10 bilhões para US$ 10,75 bilhões. Já as estimativas de superávit em conta corrente para 2006 subiram de US$ 4 bilhões para US$ 4,40 bilhões.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região!
Seguir no Google
Voltar ao topo
O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Ao comentar na Tribuna você aceita automaticamente as Política de Privacidade e Termos de Uso da Tribuna e da Plataforma Facebook. Os usuários também podem denunciar comentários que desrespeitem os termos de uso usando as ferramentas da plataforma Facebook.