Os mercados locais operaram na expectativa do discurso que Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve (Fed – banco central dos EUA), fará hoje (20) à noite, dando indicações sobre o rumo da política monetária dos Estados Unidos, e da divulgação, amanhã (21), do índice de inflação no atacado naquele país.

Os juros futuros projetaram alta, o dólar, na roda da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), teve a segunda alta seguida, fechando na cotação máxima, R$ 2,149, com valorização de 1,08%, a mesma taxa de fechamento no balcão. Já o paralelo avançou 0 18%, para R$ 2,257. O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) avançou 0,41%, o risco país subiu 1,33%, para 228 pontos, e o A-Bond perdeu 0,20%, vendido com ágio de 10,55%.

Operadores disseram que a alta dos juros futuros reflete algum ajuste do mercado, que está excessivamente "vendido", e não um nervosismo. "Não há grande reversão de posições, mas alguns investidores estão fazendo uma pausa para aguardar o desenrolar do noticiário político", comentou um deles.

Na BM&F, o contrato de janeiro de 2008 projetou taxa de 14,53% ao ano, contra 14,46% na sexta-feira, o de janeiro de 2007, 15 10% (15,04%), e o de julho próximo, 15,77% (estável).

O comercial acumula valorização de 1,95% em 2 dias úteis, ante uma queda de 3,57% nos 6 anteriores (de 9 a 16). Os investidores voltaram a apostar na alta das cotações futuras do dólar e isso teve impacto sobre o comercial.