Analistas de mercado consultados pelo Banco Central (BC) acreditam que o Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer 3,52% neste ano, conforme mostrou o Boletim Focus, divulgado pelo BC.

Os consultores financeiros ficaram mais otimistas com a publicação dos últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Confederação Nacional da Indústria (CNI) que sinalizam o caminho da recuperação econômica do país. De acordo com o IBGE, a produção industrial cresceu 7,8% em maio, na comparação com igual período de 2003. A índústria já apresenta expansão de 6,5% no ano.

Os maiores aumentos foram registrados na indústria de automóveis, que produziu 27,4% a mais que em maio de 2003, e na fabricação de produtos eletroeletrônicos e de informática, com mais 33,9%. Dos 27 setores industriais pesquisados pelo IBGE apenas cinco se mantêm retraídos. Os piores resultados foram contabilizados no refino de combustíveis, com queda de 4,3%, e na indústria extrativa, com redução de 4,8%.

As expectativas da CNI em relação a junho apontam para indicadores de crescimento ainda melhores, uma vez que a indústria trabalha com índices de ocupação que variam entre 82% e 85% da capacidade instalada.

Mas os analistas econômicos da CNI advertem que o crescimento sustentado e vigoroso necessita de investimentos continuados. Segundo eles, como a União não dispõe de recursos, por causa do aperto fiscal para gerar superávit primário, esse papel cabe apenas à iniciativa privada.

Missão dificil, de acordo com o presidente da CNI, Armando Monteiro Neto. Ele diz que o empresariado esta em dificuldades para garantir tais recursos em virtude do elevado custo do dinheiro e do aumento da carga tributária.

Segundo Monteiro, a carga tributária beira hoje 38% do PIB, depois de mais um “esforço de arrecadação” provocado pelo reajuste da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins), que entrou em vigor em maio.
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