A divisão com os estados dos R$ 22 bilhões (estimativa para 2003) arrecadados pela União com a CPMF (cobrança sobre movimentações financeiras) passou a ser o principal ponto de embate entre governadores e Executivo na reforma tributária. Em reunião hoje no gabinete do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), governadores e congressistas do Nordeste ouviram do líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), que não haverá negociação nesse ponto. “O governo adiantou que a CPMF já é totalmente partilhada. Uma parte para o SUS [Sistema Único de Saúde], outra para a seguridade e Previdência Social, e outra para o fundo de combate à pobreza. Não vejo nenhuma possibilidade de dividirmos essa receita” afirmou Mercadante.

No entanto, os demais presentes à reunião -entre eles os governadores do PFL Paulo Souto (BA), José Reinaldo Tavares (MA) e João Alves (SE)- saíram com a certeza de que há condições para negociação, principalmente no Congresso. (Com informações da FolhaNews)