O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse hoje que o país precisa avaliar o custo fiscal do saque a que tem direito pelo acordo assinado com o FMI (Fundo Monetário Internacional).

Pelos termos do acordo, o país pode sacar US$ 9,1 bilhões no começo de junho. Dos US$ 30 bilhões disponíveis, US$ 10,4 bilhões já foram sacados.

A missão do FMI chegou hoje ao Brasil para discutir a terceira revisão do acordo. Segundo Meirelles, o saque daria mais tranqüilidade ao mercado, mas “existe, evidentemente, um custo fiscal” em se tomar dinheiro emprestado do FMI.

Em eventos separados, Meirelles e o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, deram declarações divergentes sobre a decisão do país de fazer uso do direito de saque de mais esta parcela do empréstimo, de US$ 9,1 bilhões. Enquanto Meirelles disse que a decisão ainda não havia sido tomada, Palocci afirmou que não havia motivo para o Brasil não usar o dinheiro do FMI. Meireles participou de uma cerimônia no STM (Superior Tribunal Militar) e Palocci se reuniu com a missão do FMI na Fazenda.

Meirelles afirmou que a decisão de saque depende da intenção do país em aumentar ou não as suas reservas internacionais.