Quatro gols em quatro jogos pelo Campeonato Paulista. Um feito e tanto não fosse um detalhe: um gol contra. Assim foi a infeliz tarde do volante Richarlyson, que voltou a sentir o sabor amargo de ser o vilão da história.

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Aos 11 minutos do segundo tempo, quando a torcida são-paulina imaginava uma boa vitória sobre o São Caetano, no Pacaembu, o volante desviou a cobrança de uma falta de Paulo Sérgio e jogou para dentro das redes de Rogério Ceni, que ainda tentou evitar o pior. Gol que acabou jogando pelo ralo a boa vantagem que a equipe vinha conquistando até ali.

‘Ainda jogamos por outro empate. Só que eu tive aquela infelicidade e acabamos sofrendo o gol, mas o importante é sempre mostrar a mesma vontade’, dizia o jogador, na saída do campo. ‘Isso acontece, fui com tanta vontade para tirar que acabei errando.

O gol não fez mal apenas ao São Paulo, que sentiu o golpe e caiu de produção. Richarlyson também desandou depois do vacilo. E isso ficou evidente ao passar em branco em três tentativas de antecipar a marcação em jogadores do Azulão.

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Em uma delas, por pouco não acabou cometendo um pênalti em Marcelinho, para corrigir a falha. O suficiente para a ‘Turma do Amendoim’ do São Paulo pegar no pé do jogador, xingando e exigindo sua substituição imediata – o que não aconteceu.

‘Depois do jogo não é momento de falar com os jogadores. É o momento de esfriar a cabeça. Ele não quis fazer aquilo’, amenizou Muricy Ramalho, de cara feia para os repórteres de TV que tentavam polemizar em cima do erro.

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Na saída do vestiário, Richarlyson se mostrava inabalável com o gol contra e com a cobrança da torcida, que tanto o aplaudiu nos três gols consecutivos anotados nos jogos contra Rio Branco, Palmeiras e Barueri, nas rodadas anteriores do Paulista.

‘Foi acidente de trabalho. Eu tenho confiança e continuo pronto para quando o Muricy precisar. Tenho de levantar a cabeça. Não é hora de culpar ninguém. É hora de refletir para que não volte a acontecer’, completou o volante, que chegou a ser dúvida para a partida de ontem por causa de dores musculares que o afastaram de alguns treinos durante a semana.

Apesar do erro, em sua avaliação o São Paulo merecia melhor sorte na partida de ontem. ‘O São Caetano é um time de muita pegada, marcação, mas não ofereceu nenhum perigo ao Rogério Ceni. Eles não deram nenhum chute, não criaram nenhuma chance que o Rogério precisasse fazer uma defesa difícil. Foi um dia em que a bola não entrou’, acrescentou Richarlyson.

A delegação viaja hoje para Lima, no Peru, onde na quarta-feira enfrenta o Alianza, pela Libertadores.