Médicos tentam salvar bebê de gestante baleada no ABC

Médicos do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, no ABC paulista, estão travando uma luta para salvar a vida de Guilherme. Com 190 gramas e 15 centímetros, no início da noite de segundao bebê passava bem na barriga da mãe que, atingida por uma bala perdida, teve danos cerebrais irreversíveis. Flávia Silveira, de 25 anos, grávida de 17 semanas e 4 dias, foi baleada sábado em São Bernardo. O projétil entrou pela têmpora direita, atravessou o cérebro, danificando-o e parou no lado esquerdo.

O ferimento foi tão grave que os médicos consideram que ela praticamente teve morte encefálica. Mas isso não pôde ser confirmado porque não foi possível fazer um dos três testes necessários para esse diagnóstico, como exigem os protocolos técnicos. ?Não podemos fazer o teste de apnéia porque mataríamos o feto?, explicou o neurocirurgião Jorge Pagura, chefe da Neurocirurgia do hospital. No exame, os aparelhos que mantém Flávia respirando seriam desligados por dez minutos para ser observada a reação do organismo, o que mataria o feto. Os outros dois exames necessários foram feitos – um de reflexo de pupila e outro chamado calórico (os médicos injetam líquidos de diversas temperaturas no ouvido), aos quais Flávia não respondeu.

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