Brasília – O Ministério da Educação estuda mudanças nas condições do Programa de Financiamento Estudantil (Fies), responsável por parte ou a totalidade da mensalidade dos estudantes matriculados em instituições privadas e aqueles que possuem bolsas parciais do Programa Universidade para Todos (ProUni). Segundo o ministro Fernando Haddad, um dos pontos sob análise são aumento do prazo de amortização, ou seja, o período o que o aluno tem para pagar a dívida com a Caixa Econômica Federal, instituição que opera o programa.

"Talvez seja o caso de repensar o financiamento a luz da experiência internacional, onde o prazo de amortização é muito maior, no Brasil, os juros já caíram para patamares internacionais – 6,5% e 3,5% – mas o prazo de amortização ainda é pequeno, o que exige da parte do estudante um perfil de fiador que nem sempre está disponível, e o acesso ao crédito acaba não acontecendo". De acordo com Haddad, a definição sobre as possíveis mudanças deve sair até 31 de dezembro.

De acordo com o Ministério da Educação, o pagamento da dívida do financiamento estudantil, operado pela Caixa Econômica Federal, começa após a formatura do universitário. A partir daí, o aluno passa por duas fases para a amortização. A primeira inclui os dois primeiros meses após a formatura, quando a prestação corresponde a 50% da última mensalidade financiada.

Depois, o prazo de pagamento da segunda fase é igual a uma vez e meia a duração do financiamento. Ou seja, se o universitário utlizou o financiamento por 24 meses, ele terá prazo de outros 36 meses para quitar a dívida na segunda fase. Cursos de quatro anos, financiados desde o primeiro semestre, vão gerar prestações durante sete anos.