Margaret Thatcher anunciou estar "profundamente triste" pela morte do general chileno Augusto Chileno, segundo informou hoje um porta-voz da ex-primeira ministra britânica. Durante sua prisão domiciliar no Reino Unido, Pinochet recebeu o apoio da ex-primeira ministra britânica, que em todo momento defendeu o militar chileno por sua ajuda durante a guerra das Malvinas em 1982.

A ministra britânica de Assuntos Exteriores Margaret Beckett destacou o progresso que o Chile alcançou após o fim da ditadura de Pinochet. "Soubemos da morte do general Pinochet e queremos prestar tributo ao progresso que o Chile conseguiu no últimos 15 anos como uma democracia aberta, estável e próspera.

O ministro de Assuntos Exteriores da França anunciou que o país não quis se pronunciar sobre a morte do general.

Na Venezuela, o vice-presidente do país, José Vicente Rangel, disse que a morte de Augusto Pinochet "sela a impunidade" do ex-ditador chileno. "Eu tenho respeito pela morte e pelos mortos haverá outro momento para os julgamentos. A única coisa que posso dizer é que a morte sela a impunidade de Pinochet", disse Rangel, segundo um comunicado da Vice-Presidência.

O escritor uruguaio Mario Benedetti disse que "a morte venceu a justiça", após a notícia da morte de Pinochet. "É a morte de um ditador que foi muito cruel com uma parte de seu povo. Julgando a história eu o condeno", disse.