O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Marco Aurélio Mello vai encaminhar ofício hoje (18) à presidente do Supremo Tribunal Federal, Ellen Gracie, e ao procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, para que seja investigada a origem dos grampos telefônicos encontrados em linhas usadas por três ministros do TSE.

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Os grampos foram encontrados em duas linhas telefônicas do STF, uma usada por Marco Aurélio e, outra, pelo vice-presidente do TSE, Cezar Peluso. O terceiro grampo foi encontrado em um telefone do TSE usado pelo ministro substituto do tribunal, Marcelo Ribeiro, um dos responsáveis pelo julgamento das infrações à propaganda eleitoral.

Segundo o diretor-geral do TSE, Athayde Fontoura Filho, essa é a primeira vez que se encontra um grampo em nove anos de varredura das linhas do tribunal. ?Esse tipo de atitude afronta a casa da democracia, que é o Tribunal Superior Eleitoral?, afirmou o diretor-geral. Para ele, o fato é grave porque afronta a República e invade a privacidade dos membros do TSE.

Fontoura disse que a varredura é feita nos números indicados pelos próprios ministros e a empresa não chegou a identificar o equipamento do grampo. ?É bem possível que agora, após a divulgação, os responsáveis por esses grampos retirem os equipamentos.? Ele destacou que o tribunal fez questão de divulgar a descoberta do grampo em função da gravidade do fato.

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Segundo Fontoura, as varreduras agora serão intensificadas e passarão a ser semanais, ?provavelmente até o final do segundo turno, para que garanta mais segurança e tranqüilidade às autoridades?. Antes, essa medida era adotada mensalmente. A partir da notificação do STF e do Ministério Público é que a Polícia Federal será acionada para identificar a origem dos grampos.

?O contrato permite que qualquer uma das autoridades do TSE solicite a vistoria das suas linhas telefônicas, tanto particulares quanto nos escritórios ou nos tribunais de origem. O ministro Peluso fez um indicativo dessa linha telefônica no STF como também o ministro Marco Aurélio, presidente do TSE, e o ministro Carlos Ayres Brito.?

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