Os atletas inscritos na 6ª Maratona Ecológica Internacional de Curitiba poderão passar por testes de glicemia, colesterol, verificar a pressão arterial, o índice de massa corporal e fazer avaliação do percentual de gordura no corpo nesta sexta-feira e sábado (dias 15 e 16), no Museu Botânico Municipal. O objetivo da equipe do programa Vida Saudável é fazer uma triagem dos atletas, informando-os sobre o seu estado de saúde casa haja alguma alteração nos exames.

Os atletas que apresentarem alguma alteração de saúde poderão ter acompanhamento das equipes de saúde, formadas por cerca de 200 profissionais entre médicos, enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem, socorristas e estudantes de medicina e de fisioterapia. Quem apresentar algum problema mais sério de saúde será convidado a não participar da prova.

Na avaliação do diretor médico da Maratona, Matheus Chomatas, a mudança de trajeto ocorrida nesta sexta edição da competição irá favorecer os atletas. ?Mas o que nos preocupa é a possibilidade de calor excessivo que pode resultar em grande número de casos de desidratação?, disse Chomatas. O Sistema Meteorológico do Paraná prevê tempo nublado, não muito quente e sem chuvas para domingo.

Na Praça Nossa Senhora de Salette, no Centro Cívico, onde vai ocorrer a largada e a chegada dos competidores, será montado um ambulatório e haverá outros oito pontos médicos fixos no trajeto localizados em pontos depois de aclives, quando os atletas têm maior desgaste.

No ano passado foram feitos 800 atendimentos médicos durante a competição, dos quais 700 na chegada. O diretor clínico da prova explica que, normalmente, os atletas que têm pretensão de vencer sofrem o desgaste psicológico. ?Já os que são atletas amadores podem ter cãibras, vômitos, tonturas e dores de cabeça. As pessoas têm que aprender a reconhecer os próprios limites e respeitar estes limites do corpo?, disse Matheus Chomatas. De acordo com o médico a desistência dos atletas acontece até o quilômetro 26, no Terminal do Carmo.

Pesquisa – Pelo segundo ano consecutivo, a Secretaria da Saúde fará a avaliação de um grupo de 10% dos atletas que terão sido examinados antes da competição e passarão por novos testes imediatamente depois da Maratona.

A avaliação feita no ano passado revelou que 13,6% dos participantes apresentaram excesso de gordura corporal. Também se observou que há uma associação entre o excesso de gordura corporal e a ocorrência de hipertensão arterial e colesterol elevado.