São Paulo – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou hoje (5) que não vê qualquer impacto relevante sobre a economia brasileira que decorra da crise desencadeada com a nacionalização do gás boliviano.
Segundo ele, o Brasil já garantiu o fornecimento de gás e, agora partirá para a discussão do custo do gás. Mas mesmo que aumente o ministro acredita que não haverá qualquer desdobramento para a economia. "Essa questão boliviana não terá nenhum impacto na economia brasileira. Não terá impacto na oferta de gás e não terá impacto de custo. Se houver alguma alteração de custo, também não haverá impacto para a economia", afirmou, em entrevista coletiva, concedida após uma reunião com o Conselho Diretor da Febraban.
Para Mantega, a questão boliviana é pequena, tanto para o Brasil como para o Petrobras, mas o governo já está empenhado no estudo de medidas que garantam, no médio e longo prazo, a sustentabilidade do fornecimento de gás para o mercado interno. "A médio e longo prazo, o governo vai tomar medidas alternativas ao gás boliviano. É necessário que se tenha um precaução para não depender da Bolívia", disse, ressaltando que o governo "já toma as providências para fazer investimentos que substituirão a necessidade deste gás".
De acordo com Mantega, a idéia é direcionar recursos para a extração do gás das bacias já descobertas no Brasil. "Vamos estimular a produção aqui na Bacia de Santos", afirmou, para depois acrescentar que "a Petrobras, talvez, a luz destes acontecimentos, possa acelerar os investimentos para a extração de gás no Brasil".
Mantega disse que o País acerta ao tomar uma posição conciliatória e que são equivocadas as críticas relativas à forma de agir do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso. "O Brasil tem vantagens em adotar esse comportamento amistoso", afirmou.