Manifestantes continuavam nesta quinta-feira (19) a controlar um gasoduto pelo qual passa o gás natural que vai da Bolívia para a Argentina hoje. Províncias bolivianas disputam o controle de um valioso campo de gás natural, disseram autoridades. O porta-voz da Presidência, Alex Contreras, afirmou hoje que os manifestantes não fecharam o gasoduto; ontem à noite, Contreras havia declarado que as válvulas tinham sido fechadas.

"O volume de exportações é normal", disse o porta-voz em conferência de imprensa em La Paz. Mas ele informou também que a Transredes, subsidiária da Shell que opera o gasoduto, reduziu parcialmente o serviço doméstico de gás na cidade de Tarija por causa dos protestos. Mais de mil manifestantes apossaram-se da estação de controle da Transredes em Yacuiba ontem, quebrando janelas e ateando fogo a dois carros da companhia.

O presidente do conselho da cidade de Yacuiba, Jorge Arias, disse que os 53 policias que foram rendidos e desarmados pelos manifestantes ontem foram retidos, para sua própria segurança, por autoridades locais. Duas províncias vizinhas ao estado de Tarija, rico em gás, disputam a propriedade do campo Margarita, que ainda está em fase de exploração e desenvolvimento, mas que tem potencial para ser um dos maiores do País. As províncias de O’Connor e Gran Chaco demandam uma grande parte do campo e dos eventuais royalties.