Brasília – Apesar de admitir a possibilidade de interromper o resgate aos brasileiros se a situação continuar se agravando no Líbano, a diplomacia brasileira não tem a intenção de abandonar a região. Quem está lá vai ficar e nesta terça-feira (8) chegará mais um diplomata ao Vale do Bekka, uma das regiões mais afetadas pela artilharia israelense e cada vez mais isolada.

?O mínimo que queremos das pessoas que moram na região é que saibam que existe a presença e a assistência de um funcionário do governo brasileiro?, afirmou o coordenador do apoio aos brasileiros no Líbano, embaixador Everton Vargas, referindo-se ao Bekaa.

Atualmente, encontra-se no vale o conselheiro Rui Amaral, para organizar os comboios junto com as lideranças locais. Amanhã chega o diretor do departamento das comunidades brasileiras no exterior, embaixador Manoel Gomes Pereira, com a missão de fornecer a noção exata das pessoas que ainda estão no Bekaa e tem intenção de deixar a região, além de ajudar a organizar os comboios. O cônsul-geral do Brasil em Beirute, Michel Gapp, esteve no vale por três dias.