Mais um caso de hantavirose foi confirmado em Santa Catarina. O agricultor Marcelo Abatti, de 22 anos, da cidade de Treze Tílias, na região meio-oeste, está internado há cerca de duas semanas na Unidade de Tratamento Intensivo do Hospital de Joaçaba, e apesar de estar com o quadro clínico estável, ainda não há previsão de alta. Técnicos da Vigilância Sanitária já inspecionaram a propriedade onde ele mora com a família e estão alertando os agricultores vizinhos sobre os cuidados para evitar a contaminação. Desde o ano 2000, já foram registrados 38 casos da doença em Santa Catarina, com seis mortes.

A hantavirose é transmitida pelo contato com as fezes ou urina do rato silvestre, ao respirar o ar infectado, ou através da mordida do roedor. Os sintomas são febre, dores de cabeça e no corpo, tosse seca, náuseas, vômitos e diarréia. A doença ocorre com maior freqüência na área rural, onde os alimentos são armazenados em paióis, o que atrai os ratos. A orientação é manter o terreno limpo, deixar o lixo dentro de latões fechados, e colocar a comida a pelo menos 50 centímetros do chão, além de a pessoa procurar imediatamente um médico ao sentir os sintomas.