Os ataques atribuídos ao crime organizado continuaram hoje no interior de São Paulo, mas com intensidade muito menor. Em Marília, a 450 quilômetros de São Paulo, desconhecidos lançaram garrafas cheias de combustível contra as casas de dois policiais militares no bairro Argolo Ferrão, por volta das 2h30 da madrugada. Uma das residências foi atingida pelas chamas, mas moradores e vizinhos controlaram o incêndio. A outra casa também foi alvejada por disparos. Uma bala atravessou a janela e perfurou a parede da sala. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.
Os ataques ocorreram depois da prisão de Sidney Pereira de Jesus o Cica, e Osvaldo Marchi de Lima, o Chicão, acusados de liderar os atentados na região. Outros 11 suspeitos foram presos na semana passada. A Polícia Militar manteve o alerta total, em vigor desde o início dos ataques, há 10 dias.
Em Araras, a 170 quilômetros de São Paulo, as residências de dois guardas municipais foram atingidas por disparos na última noite, no Jardim José Ometto. Com esses, subiu para 17 o número de atentados ocorridos na cidade desde a semana passada. Na maioria dos casos, desconhecidos dispararam contra as residências de policiais militares e guardas municipais. Na casa de um guarda municipal, uma bala atravessou o vidro e perfurou a geladeira. Embora houvesse pessoas na casa, ninguém ficou ferido. Também foi atacada a casa de familiares de um guarda.
Na semana passada, já havia ocorrido ataques a um Posto Avançado de Segurança (PAS) e à antiga sede da Guarda Municipal, parcialmente incendiada. Dois ônibus também foram queimados e quatro agências bancárias, atingidas por disparos. As polícias Civil e Militar estão em prontidão máxima na cidade.


