A mãe de Santo Areonilthes Conceição Chagas, uma das convidadas do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva para acompanhar o funeral do Papa João Paulo II,
perdeu o vôo do Rio de Janeiro para Brasília e não pôde viajar na comitiva
presidencial. Há pouco, o Airbus Santos Dumont decolou rumo à Roma, com 15
passageiros, além do presidente. Embarcaram na comitiva os ex-presidentes
Fernando Henrique Cardoso e José Sarney, os presidentes da Câmara, Severino
Cavalcanti (PT-PE), do Senado, Renan Calh eiros (PMDB-AL) e do Supremo Trbunal
Federal, Nelson Jobim, o rabino da comunidade judaica de São Paulo, Henry Sobel,
o dirigente islâmico, xeque Armando Hussein Saleh, da Mesquita do Brasil, e o
pastor, Rolf Schunemann, da Igreja Evangélica da Confissão Luterana no Brasil,
além de três representantes da Igreja Católica: d. Odilo Scherer
(secretário-geral da CNBB), d. João Áviz (arcebispo de Brasília) e o padre José
Ernanne.

Um dos integrantes da comitiva, o ministro das Relações
Exteriores, Celso Amorim, justificou que é importante a "presença plural" da
sociedade, na comitiva. "Essa presença plural mostra que o Brasil está unido em
torno da figura do Papa. São representantes de diversas correntes políticas e
religiosas", disse. A uma pergunta se estava torcendo para que o próximo Papa
seja brasileiro, Amorim respondeu que o Brasil estará no coração de qualquer
Papa. "Se for um sul-americano, ótimo. Mas isso não é uma partida de futebol",
afirmou. Antes de embarcar, o presidente transmitiu o cargo ao vice-presidente
José Alencar, que assumirá interinamente até o dia 14, quando Lula retornará da
África.