O presidente Luiz Inácio Lula da Silva repudiou há pouco as acusações da oposição de que o seu governo estaria gastando demais na área social. Durante discurso após visita às obras da estação de tratamento de óleo de Fazenda Alegre, maior campo de produção mantido pela Petrobrás no norte capixaba, Lula citou alguns números do orçamento do Ministério do Desenvolvimento Social: em 2002, último ano do governo Fernando Henrique, R$ 7,2 bilhões, contra R$ 17 bilhões previstos para este ano, um aumento de 135% em relação a 2002.

Segundo ele, essas despesas, somadas a educação e previdência, foram de R$ 52,4 bilhões em 2002, e chegarão a R$ 86 bilhões em 2005. "Vamos continuar gastando em política social porque é muito mais benéfico do que o dinheiro que foi roubado historicamente no País", afirmou. O presidente disse que, daqui a 15 anos, "vamos ter uma sociedade mais sadia".

No discurso, Lula afirmou que os três grandes programas de seu governo serão o de produção de biodiesel, a transposição das águas do Rio São Francisco e a construção da ferrovia Transnordestina. Ele rebateu também as críticas de quem é contra esses projetos. "O Estado nada mais é que uma mãe, e a mãe sempre vai dar mais atenção ao filho mais fraquinho."

Lula também criticou quem, segundo ele, se limita a lamentar e nada faz. Sem citar nomes, destacou o caso do dirigente de uma instituição que nomeou e logo no início do governo o procurou para dizer que a instituição estava falida, porque "algumas privatizações levaram a uma quebradeira". O presidente disse que proibiu o dirigente de tornar pública a denúncia. "Se com três meses de governos saímos dizendo que alguma instituição está quebrada, que mensagem nós vamos passar?", avaliou na ocasião.