O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, disse nesta quinta-feira (21) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu adiar o pacote de medidas que irão assegurar um maior crescimento econômico porque pediu "mais exatidão, mais segurança e mais coerência interna". "Se é verdade que o diabo veste Prada, ele também mora nos detalhes. O presidente foi extremamente exigente nos detalhes das medidas, a conexão entre elas e o resultado que vão dar", afirmou o ministro.

Segundo Genro, o presidente está atendo às críticas sobre as medidas em estudo. "Sua preocupação é que as medidas sejam transparentes e possa ter um avaliação exata de suas conseqüências, e que o debate a partir daí seja um debate concreto para aperfeiçoamento", disse. Tarso Genro contou que a exigência de Lula sobre o pacote foi "muito superior a todas as outras medidas que o presidente fez a qualquer outro ministério.

Lula, conforme o ministro, considera que a abertura de um governo, embora algumas medidas possam ser polêmicas, deve ter medidas substanciais para o futuro. "Deve ter muita coerência, muita solidez e devem ser tratadas com muita responsabilidade", destacou.

Sobre o salário mínimo, Tarso Genro comentou que considerou razoável o valor de R$ 380 acertado no acordo entre governo e centrais sindicais. "Com 30 reais a mais, o trabalhador poderá comprar mais 120 cacetinhos (pão francês). Ele considerou natural as discussões em torno do mínimo. Segundo ele, é função do ministro da Fazenda, Guido Mantega, puxar para baixo o valor.