Nova York (Estados Unidos) – Após participar da Assembléia Geral das Nações Unidas, em Nova York, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu investigações detalhadas para apontar os responsáveis pela negociação de um dossiê que poderia envolver políticos tucanos na investigação da compra superfaturada de ambulâncias. A Polícia Federal prendeu na sexta-feira (15) duas pessoas ligadas ao Partido dos Trabalhadores que negociavam a compra dos documentos.
?Acho esse tipo de coisa abominável. Eu participei de muitas campanhas, já perdi eleições, e estive em situações desfavoráveis, e em nenhum momento eu utilizei qualquer tipo de denúncia contra qualquer candidato. Como presidente da República, só cabe fazer uma coisa, investigar a fundo quem estiver envolvido, doa a quem doer. Não posso é permitir que alguém tente fazer qualquer insinuação contra o governo?, afirmou.
Lula deu as declaração ao final da cerimônia de lançamento da Central Internacional para a Compra de Medicamentos. Já no Palácio do Planalto, o ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, disse que não cabe ao governo dar explicações sobre o envolvimento de integrantes do Partido dos Trabalhadores no caso da negociação do dossiê.
?Estas pessoas não têm nenhuma ligação com o Palácio do Planalto, com o presidente, com qualquer ordem emanada do presidente e com qualquer sugestão direta ou indireta que tenha partido do presidente da República. Volto a repetir: O presidente Lula ficou perplexo, incomodado, triste e angustiado quando soube de tal assunto?.
Tarso também lamentou o fato ocorrido e disse que o episódio, ?ilegal e politicamente imoral?, como classificou, não serve nem ao PT e nem ao presidente da Republica. ?Lula salienta que se alguém teve algum tipo de atitude dessa natureza pensando que estava ajudando a campanha ou o processo democrático está completamente equivocado, porque atitudes como essa só prejudicam a democracia e qualquer candidatura?, afirma.