O candidato tucano à sucessão presidencial, Geraldo Alckmin, fez a defesa do segundo turno da eleição, em palestra a representantes do magistrado, em Brasília, com críticas ao governo e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "O Lula não vai a debate, não presta contas, não dá explicação do que ocorreu no seu governo", afirmou Alckmin, ao se referir às denúncias do mensalão como produto "do viés autoritário do governo Lula". "É querer submeter um outro poder ao Executivo sem o exercício do diálogo", criticou Alckmin ao reafirmar que o seu eventual governo cuidará para que haja equilíbrio, harmonia e respeito entre os três poderes.

Indagado sobre a possibilidade de governar sem maioria no Congresso, o candidato lembrou que as cláusulas de barreiras impostas às pequenas legendas nas eleições de outubro devem reduzir o número de partidos dos atuais 19 para seis ou sete. Segundo ele hoje o presidente da República tem 594 interlocutores no Congresso Nacional, número que representa a soma de deputados e senadores. Com a redução dos partidos será possível estabelecer um relacionamento institucional com as direções de cada legenda. Mas ele considera fundamental que o mais importante seja votado no primeiro ano do governo.

"Reeleição é um pouquinho mais do mesmo. É por isso que não acredito em reeleição. O que não se fez no começo do governo não se fará no segundo mandato", afirmou. Alckmin segue agora para a cidade Teófilo Otoni (MG), onde participará de carreata.