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Lula cumprimenta Gerhard Schröder.

Em entrevista há pouco, na sede da Chancelaria Federal Alemã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro alemão, Gerhard Schröder, manifestaram a posição dos dois países em relação à ameaça de guerra entre os Estados Unidos e o Iraque. Eles foram unânimes em defender que uma decisão dessa natureza só seja adotada a partir de um posicionamento formal do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e após a conclusão do trabalho de investigação que inspetores do organismo estão realizando no Iraque.

“Eu reconheço o sofrimento do povo americano depois do atentado de 11 de setembro, mas acho extremamente prudente que a ONU dê a orientação do que vai acontecer e as investigações devem ser feitas até o resultado final”, afirmou Lula. A posição é indêntica a manifestada por Schröder, que exigiu ainda que o Iraque coopere com os trabalhos dos inspetores e cumpram a resolução 441 da ONU.

Lula também falou sobre a questão do protecionismo dos países europeus e dos Estados Unidos aos produtos brasileiros. Segundo ele, para que o Mercosul se consolide, é necessário a compreesão dos países ricos que o protecionismo deve acabar. “Ou nós falamos de livre mercado e de livre comércio, ou acreditamos de verdade nisso, ou não o praticamos”, afirmou o presidente brasileiro.