Lula e o tererê

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encontrou-se ontem, na capital paraguaia, com os chefes de Estado dos países signatários do acordo do Mercado Comum do Sul (Mercosul), a saber, Nicanor Frutos Duarte (Paraguai), Tabaré Vasquez (Uruguai) e Néstor Kirchner (Argentina).

Lula chegou a Assunção no final da tarde de domingo e logo após o término do encontro dos presidentes da área do Mercosul, ontem, retornou a Brasília. A reunião do conselho é um encontro rotineiro dos presidentes e serve apenas para referendar as decisões mais importantes assumidas no período.

Talvez, o dado mais importante da rápida viagem de Lula esteja ligado à política interna do País, já que o presidente convocou para acompanhá-lo a ministra Dilma Rousseff, das Minas e Energia, nome praticamente consolidado na bolsa de prognósticos para substituir José Dirceu na chefia da Casa Civil.

Todos os indicativos filtrados pela imprensa em Brasília, nos últimos dias, convergiam para a preferência do presidente pela ministra Dilma Rousseff, a quem seria encomendada uma tarefa muito mais gerencial que política. Alvitrou-se, inclusive, a extinção da pasta da Coordenação Política, função a ser transferida para a liderança do partido governista no próprio Congresso.

O tradicional tererê, o mate frio amplamente consumido pelos hermanos paraguaios, pode ter inspirado o presidente a realizar ampla reforma em seu governo, demarcando a arrancada tardia. É o que se espera.

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