O presidente Luiz Inácio Lula da Silva no seu programa semanal de rádio, "Café com o Presidente", disse que o Brasil vive "uma nova fase". Lula explicou que após o acordo com a base aliada, é preciso conversar com a oposição. "Eu estou convencido de que quando o presidente da República não tem mais no seu horizonte a disputa presidencial, fica muito mais fácil, fica muito mais leve a gente governar o país. Por que? Porque eu não tenho mais o que disputar em 2010. Eu tenho apenas que deixar o Brasil em 2010 infinitamente melhor do que o Brasil que eu recebi.

Segundo ele, é isso é que dá liberdade de procurar todos os setores da sociedade para conversar. "E vou conversar muito mais daqui para a frente. Veja, não havia por que não conversar com o Tasso Jereissati, de quem eu sempre tive uma boa relação, que ficou truncada no primeiro mandato. Coube a mim, como presidente da República, chamar o Tasso para uma conversa".

Ele considerou a conversa com Jereissati, o presidente do PSDB, como muito produtiva. "Veja, quando eu converso com o Tasso, converso com o senador Antônio Carlos Magalhães, eu converso com eles sabendo que eles são oposição, sabendo o que eles pensam, sabendo qual é a definição do partido deles, que pode ter candidato em 2010. Mas eu não tenho que pensar em eleição em 2010", disse.

Reeleição

Ao ser perguntado sobre a reeleição, Lula disse acreditar que a tese da reeleição tem que estar ligada à reforma político-partidária. "É preciso que os partidos políticos assumam a responsabilidade de fazer a reforma política no Brasil. E dentro da reforma política, vai entrar a questão da reeleição. Todo mundo sabe o que eu pensava em 2006. Eu sempre fui contra a reeleição. Acontece que tem o instituto da reeleição, e eu sou um presidente reeleito, portanto, eu não possa agora dar palpite na reforma política no que diz respeito à reeleição", alegou.