Durante discurso com para os evangélicos que foram lhe oferecer apoio à reeleição em cerimônia no Palácio da Alvorada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a atual política econômica, dizendo que não optou por soluções mágicas. "Nós resolvemos não inventar mágica. Nós resolvemos fazer nossa politicazinha arroz, feijão, bife acebolado, que todo mundo gosta, acional, internacional e ninguém reclama. Pode querer mais um bife, ou menos cebola, mas todo mundo gosta de comer", afirmou ele, salientando que "duvida" que o Brasil tenha vivido, "desde que foi proclamada a República, o momento econômico que temos hoje".

Para o presidente Lula, "alguém pode fazer uma crítica de que o Brasil poderia estar crescendo a 5% ao invés de estar crescendo a 3%, alguém poderia fazer crítica de que os juros poderiam estar 10% e não 14%". E acentuou: "e até poderia estar, mas não está porque nós tomamos algumas medidas de não repetir erros que aconteceram no passado".

Em seguida, Lula passou a criticar indiretamente o seu aliado, o senador pelo PMDB no Amapá, José Sarney, pela implantação do Plano Cruzado. "Os da minha idade sabem o que foi o sucesso do plano cruzado em 1986 e sabem qual foi o fracasso dele em novembro de 86 porque ele foi criado e, assim que acabou as eleições, ele acabou", atacou. "Todos sabem o que foram planos Bresser, Verão, Collor. Teve várias políticas inventadas como se fossem mágicas, como se o mundo fosse mudar a partir dali e no dia seguinte povo ficava com o prejuízo", prosseguiu o presidente, justificando que, por isso seu governo resolveu não fazer mágica. Segundo Lula, "o Brasil não tinha experiência de crescimento econômico com inflação baixa e nós estamos dizendo que isso é possível.