No primeiro balanço da principal aposta do segundo mandato, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai ter de voltar a falar de um assunto que tem lhe causado muita dor de cabeça nos últimos dias: a demora do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em conceder licenças para obras consideradas estratégicas.

Apesar de comandar um dos ministérios mais diretamente envolvidos com o PAC, o do Meio Ambiente, a ministra Marina Silva não havia sido chamada até ontem para a solenidade de hoje. A justificativa oficial do governo para a ausência da ministra Marina é que o seu ministério não faz gestão de obras.

O principal entrave, e a motivação dos discursos de Lula, é a demora da autarquia em dar aval para a construção das hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia. A polêmica provocou um embate entre Marina, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) e o ministro Silas Rondeau (Minas e Energia). Levou o presidente, também, a editar medida provisória esvaziando o Ibama e dividindo o órgão ao meio com a criação do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade e Conservação.