O presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu, nesta quinta-feira, em defesa dos ministros da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, e da Fazenda, Antonio Palocci.

Segundo ele, a crise política não era esperada por ninguém, mas fica grave, quando se tenta envolver um homem "da magnitude" do ministro da Justiça em "denúncias de um gângster que está condenado a 25 anos de cadeia". Lula se referia a denúncias feitas pelo doleiro Antonio Oliveira Claramunt, o Toninho da Barcelona.

Lula criticou também os procuradores do Ministério Público de São Paulo, que divulgaram informações sobre o depoimento de um ex-assessor de Palocci, Rogério Buratti, antes que ele terminasse seu depoimento. Buratti acusou o ministro da Fazenda de receber R$ 50 mil da empresa Leão & Leão, responsável pela coleta de lixo de Riberião Preto, na época em que Palocci era prefeito da cidade, no interior paulista.

De acordo com o presidente, foi "o que foi feito na denúncia ao ministro Palocci, pura e simplesmente, sem concluir uma investigação. Fazer um carnaval daquele, colocando em risco todo um trabalho que nós fizemos para garantir que a economia brasileira não sofra nenhum risco por conta da crise", destacou Lula, em reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.

O presidente disse que determinou que o ministério continue trabalhando, mesmo com a crise. "As obras estão para acontecer, portanto, não cabe a nenhum ministro ficar parado vendo o que vai acontecer no Congresso Nacional, mas trabalhar, porque depois o povo vai olhar o que se concluiu", afirmou