A menos de um mês do Brasil assumir uma cadeira temporária no Conselho de Segurança das Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, em jantar oferecido pelo presidente sírio em Damasco, a ocupação de territórios palestinos, a manutenção e a expansão de assentamentos, que taxou de ?inaceitáveis?. Apoiou iniciativa árabe da paz, que, segundo ele, oferece alternativas convergentes para um estado palestino independente. ?O direito de um povo exercer soberania sobre seu território é inalienável?.

Além disso, Lula afirmou que o Brasil defenderá, por meio de voto, na Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas a devolução à Síria das Colinas de Gola, atualmente sob o controle de Israel. Lamentou a guerra no Iraque e cobrou maior envolvimento da ONU e Estados Árabes no esforço de reconstrução daquele país.

O presidente brasileiro defendeu, inclusive, a reforma das Nações Unidas, especialmente do Conselho de Segurança, contando com representantes de países em desenvolvimento entre os seus membros permanentes. ?Somente, assim, terá a legitimidade indispensável para que as suas ações sejam efetivamente respeitadas?, disse. No entanto, salientou que o Brasil quer uma vaga no Conselho mesmo que não tenha direito a poder de veto.