A deputada estadual Elza Correia e o juiz da Vara de Execuções
Penais e Corregedoria dos Presídios de Londrina, Roberto Ferreira do Valle,
solicitaram nesta quinta-feira (31) ao governador em exercício Orlando Pessuti
apoio para a construção de uma colônia penal de regime semi-aberto no município.
Segundo a deputada, a instalação do presídio permitirá desenvolver em Londrina
programas de ressocialização de detentos em parceria com instituições e empresas
já interessadas em participar.

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Um exemplo apresentado ao governador foi o
da Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) ?Onde Moras?. O
programa, desenvolvido em parceria com o Ministério das Cidades, Caixa Econômica
Federal, Cohab e prefeitura de Londrina, já entregou 69 casas e está em fase de
conclusão de mais 71 para pessoas carentes do município. Segundo o idealizador e
coordenador do programa, Maurício Tadeu Alves Costa, atualmente 10 detentos em
regime semi-aberto participam do ?Onde Moras?.

Alves Costa, que
acompanhou a visita a Pessuti, disse que ?com a participação de 100 detentos
poderiam ser construídas 50 casas por mês, beneficiando os próprios presos no
processo de reinserção na sociedade e as famílias carentes que recebem a moradia
a custo zero?. Para o juiz, a instalação de uma colônia penal agrícola ou
industrial com 320 vagas permitiria manter esses detentos trabalhando e próximos
da família, como a própria lei determina, evitando fugas.

Segundo Valle,
desde 1997 ele já autorizou a transferência de 2.970 presos em regime
semi-aberto para Curitiba, uma média de 390 por ano. ?São detentos que poderiam
estar participando desses programas e sendo recuperados para a sociedade?,
afirmou. Entre as instituições e empresas interessadas, segundo o juiz, estão,
além do Programa Onde Moras, o Iapar, a Embrapa, a prefeitura de Londrina e uma
empresa de reciclagem de plástico local.

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