Livro sobre espécies silvestres tenta mostrar alternativa aos transgênicos

Brasília – O Ministério do Meio Ambiente vai lançar em 2007 uma publicação sobre as espécies silvestres similares a sete alimentos cultivados comercialmente no país. Estão no livro o algodão, amendoim, arroz, milho, mandioca, pupunha e o grupo das morangas. O objetivo é fornecer informações sobre como conservar os recursos genéticos dessas plantas, além de trazer o mapa de localização das espécies silvestres.

?Não podemos buscar caminhos alternativos apenas nos transgênicos. Temos os parentes silvestres e devemos usá-los?, observa o coordenador da área de recursos genéticos da Secretaria de Biodiversidade de Florestas, Lídio Coradin. Os pesquisadores podem, por exemplo, usar os genes das espécies silvestres para criar condições para que as espécies cultivadas enfrentem obstáculos como pragas ou solos pobres.

O ministério considera que as espécies silvestres, nativas do Brasil mas sem potencial para cultivo, são fundamentais para a realização de pesquisas de melhoria da capacidade de produção das espécies cultivadas. Conservar essas espécies é importante caso haja problema de oferta de alimentos, que pode surgir com o crescimento da população ou por causa dos efeitos das mudanças do clima.

A publicação sobre os parentes silvestres ajuda o Brasil a cumprir a meta de reduzir a perda de diversidade biológica até 2010, aprovada recentemente pela Comissão Nacional de Biodiversidade. Pela meta estabelecida, o país tem que ter 60% da variabilidade genética de dez gêneros de parentes silvestres de espécies cultivadas conservados na natureza ou em laboratórios.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região!
Seguir no Google
Voltar ao topo
O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Ao comentar na Tribuna você aceita automaticamente as Política de Privacidade e Termos de Uso da Tribuna e da Plataforma Facebook. Os usuários também podem denunciar comentários que desrespeitem os termos de uso usando as ferramentas da plataforma Facebook.