O chefe da Polícia Civil da Secretaria de Segurança Pública, delegado Álvaro
Lins, descartou a participação de comandantes de batalhões e de oficiais da
Polícia Militar na chacina da Baixada Fluminense. Ele disse que as investigações
realizadas não detectaram indícios de participação de policiais militares
graduados e os suspeitos presos até agora são soldados e cabos da
corporação.

Álvaro Lins está prestando depoimento na audiência pública da
Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa sobre as investigações da
chacina. O chefe de Polícia revelou que hoje será pedida a prisão temporária de
mais dois soldados que estão detidos administrativamente em seus batalhões. Eles
são acusados de terem ido aos locais dos crimes recolher as cápsulas das balas
deflagradas, com objetivo de limpar as provas.

Segundo Lins, a chacina
deixou 29 mortos e não 30 com vem sendo noticiado. Ele lembrou que uma pessoa
permanece internada em estado grave em um hospital público do Rio. O chefe da
Polícia Civil também informou que o policial militar Valter Tenório, que pediu a
um dos sobreviventes da chacina que não testemunhasse também já está preso.