Líderes do PT participam de ato anti-Bush na Paulista

Apesar de seu mais ilustre representante – o presidente Luiz Inácio Lula da Silva – estar se preparando para recepcionar o presidente norte-americano George W. Bush com toda a diplomacia possível, o Partido dos Trabalhadores (PT) contou com diversos representantes no protesto contra a visita de Bush ao Brasil, que está sendo realizado hoje na Avenida Paulista. Entre eles estavam o secretário de Relações Internacionais, Valter Pomar, e o presidente municipal da legenda, Paulo Fiorilo. Pomar disse estar "muito feliz" com o resultado obtido na manifestação. "Isso está lindo", declarou. Para ele, Bush é um "delinqüente".

Outro petista presente no encontro, o ex-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) João Felício, compareceu ao evento utilizando uma camiseta da Coordenação de Movimentos Sociais (CMS), na qual Bush é representado com bigode semelhante ao de Adolph Hitler. "George W. Bush talvez seja o mais nefasto presidente da história dos Estados Unidos", avaliou.

De acordo com o membro da direção da CUT, Antonio Carlos Spis, um dos organizadores da passeata, a grande adesão alcançada demonstra a indignação dos movimentos sociais com a política norte-americana. Apesar do forte esquema de segurança montado para assegurar a proteção a Bush, Spis disse estar certo de que o presidente norte-americano tomará conhecimento dos protestos organizados contra ele. "Ele pode não querer ver nem olhar pela janela do hotel em qual estará hospedado", afirmou Spis. "Mas o fato é que os movimentos sociais ganharam as ruas.

Todos os manifestantes cantaram durante todo o trajeto o grito "Fora Bush". O presidente Lula também recebeu um tratamento semelhante no que se refere à presença de tropas brasileiras no Haiti. "Fora daqui, Bush do Iraque, e Lula do Haiti", gritaram alguns manifestantes.

‘Terrorista’

De acordo com a Polícia Militar, cerca de cinco mil pessoas participaram da passeata – no começo da tarde, a PM tinha estimado 6 mil pessoas. A previsão é superada de longe pela avaliação da organização, que afirma ter reunido algo em torno de 15 mil pessoas. Organizada pela CMS e mesclada às comemorações do Dia Internacional da Mulher, a manifestação reuniu as 32 organizações sociais ligadas à CMS, além de partidos políticos e outros grupos.

No local estão representantes de órgãos como o Movimento dos Trabalhadores sem-terra (MST), a CUT, a União Nacional dos Estudantes (UNE), diversas entidades de representação das mulheres, além de partidos como PSTU, PSOL e PT. Na manifestação Bush foi duramente criticado pela estratégia comercial e política, conduzida em seu governo. Ele foi chamado de "fascista", "terrorista", "porco imperialista", entre outros nomes escritos nos milhares de cartazes empunhados pelos manifestantes.

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