O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Vantuil Abdala, e os líderes da greve nos Correios estão reunidos para discutir um acordo sobre a paralisação que começou nesta quarta-feira.

"Aguardamos que com essa negociação a empresa possa dar uma proposta que atenda nossas reivindicações para que possamos sair desse impasse", afirma o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos do Distrito Federal (Sintect-DF), Moysés Leme da Silva.

Os funcionários reivindicam aumento do piso salarial de R$ 448 para R$ 931 e do vale alimentação de R$ 14 para R$ 20; aumento salarial de 20%, além de 52% de reposição da perda salarial e correção da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 6,55%.

Moysés Leme afirma que os grevistas também pedem a contratação de mais funcionários. "Queremos mais contratações para poder prestar um serviço de qualidade para toda a população. Em Brasília, por exemplo, vários condomínios que estão em fase de regularização não recebem entregas por falta de funcionários".

Segundo o sindicato, cerca de 70% dos funcionários dos Correios aderiram à paralisação em todo o país. Moysés Leme estima que a greve dos funcionários tenha impedido a entrega de cerca de 20 milhões dos 36 milhões de objetos que costumam ser distribuídos diariamente.